Paula Leão
Ser mulher já é um desafio constante e não é texto de feminista ou machista não, é pura realidade. Nós temos, infelizmente, a cultura do machismo inserida na sociedade desde que o mundo é mundo, começando por livros antigos falando sobre a mulher vir da costela do homem... já começou errado, não é? Os tempos mudaram, os séculos passaram e a evolução do homem (COMO SER HUMANO) é evidente e constante, mas não o suficiente para extinguir os preconceitos e exigências, que nós mulheres ainda sofremos e provavelmente sempre vamos sofrer.
Seria hipocrisia falar que existirá um mundo ou sociedade no qual as pessoas respeitarão os gostos e escolhas alheias. A mulher conquistou e tem se inserido em diversos setores e profissões que antes só os homens dominavam, isso inclui a tatuagem. Ser mulher e ser tatuada é um desafio constante, que eu comprei e brigo feliz todos os dias!
Comecei minha tattoo aos 20 anos ( 8 anos atrás) e não me arrependo jamais de ter feito alguma das quais abrilhantam meu corpo com mais de 60% de tatuagens e fechamentos que ainda estou finalizando. Eu sempre admirei e achei bonito a arte da tatuagem e o desejo se tornou realidade quando tive a oportunidade de conhecer profissionais da área e conhecer mais sobre o assunto.
Nunca fiz ou faço tatuagem se tenho dúvidas ou não sei o que quero. Se por um lado muita gente não faz porque não tem certeza do que quer, eu posso dizer que tenho muita certeza de muita coisa, hehe. Os desenhos no meu corpo foram aumentando, assim como meu amor pela tatuagem e este mundo imenso que é a modificação corporal. Eu comecei a fazer o fechamento dos meus braços com oriental e dai passei para as costas com um desenho que tinha há muito tempo guardado e segui para aparte de baixo onde estou finalizando panturrilhas e coxas.
A tatuagem, apesar de muito ter evoluído nos últimos 50 anos e hoje ser considerada e fazer parte da ARTE, ainda é vista como algo marginalizado. As pessoas, sociedade no geral, tem dificuldade em aceitar o diferente, no NOVO e o que foge dos padrões impostos há muito tempo em suas cabeças, seja por mídia ou por mérito da história.
Ser mulher e tatuada posso dizer que é conceito de ATITUDE E CORAGEM! Nós somos livres e sempre seremos para tomarmos nossas decisões e fazermos do corpo, instrumento de arte e mudanças constantes, o que quisermos. Tatuagem é arte e vida, porque nelas estão inseridos anos de estudo de pessoas que são artistas, sentimento, significado e expressão própria da pessoa. Somos tatuados, não porque queremos exibir nossos desenhos PARA o mundo, mas sim porque eles falam mais a nós mesmos do que qualquer outra coisa.
Eu não me tatuo para os outros, me tatuo para mim mesma. Quando me olho no espelho tenho certeza de quem eu sou e do que eu sou e isso basta para que eu seja feliz.
O preconceito sempre vai existir, assim como pessoas que julgam as outras pela aparência, o que muda é o que você vai fazer a respeito disso: não fazer algo que deseja por medo do que a família vai pensar, por medo e não conseguir emprego, mesmo que sua capacidade e profissionalismo nada tenham a ver com o que está na sua pele ou com sua roupa, medo de ser discriminado?
Mulher tatuada é mulher de coragem, atitude e dona de si mesma!
Gosto de uma frase do Renato Russo que uso para minha vida como filosofia e que acredito que TODA MULHER, TATUADA OU NÃO, DEVERIA USAR:
‘Não me diga como devo ser, gosto do jeito que sou, quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa pra esconder’
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PAULA ANELIZE TIZONI LEAO – 28 ANOS
DE PORTO ALEGRE-RS
MISS TATTOO FLORIPA2015 MISS TATTOO LAGES 2015
E MISS TATTOO SHOW RS 2016
ESTUDANTE DE JORNALISMO




